Diretoria do Maringá Futebol Clube quer transformar o time em empresa
Presidente do Maringá Futebol Clube, João Vitor Mazzer | Foto: Divulgação/CMM

Projeto

Diretoria do Maringá Futebol Clube quer transformar o time em empresa

Esporte por Victor Simião em 03/06/2020 - 15:51

Na avaliação do presidente da sigla, esse é um caminho para atrair investimentos. O MFC está no meio desse processo. E o objetivo é conseguir mais patrocinadores e sócios.

Criado lá em 2010, ainda com outro nome, o Maringá Futebol Clube quer crescer mais. Apesar de uma temporada ruim em 2019, que terminou com o rebaixamento do clube para a segunda divisão do Campeonato Paranaense, a diretoria tem um objetivo - e é fora das quatro linhas: tornar o MFC um clube-empresa.

No ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que permite a criação do chamado clube-empresa. A iniciativa está parada no Senado.

Embora soe como ousada em um primeiro momento, esse tipo de iniciativa já é comum em países europeus. No Brasil, não. Por aqui, grandes times são associações, custeadas por patrocinadores e sócio-torcedores.
A ideia do Maringá é um pouco diferente. Além de ter, claro, patrocinadores e sócio-torcedores, o objetivo é ser um SA (sociedade anônima), permitindo investimentos de pessoas físicas e jurídicas. Atualmente, o clube já tem 20 sócios que tomam as decisões, além de 13 patrocinadores. É um meio-termo.

O presidente é o empresário João Vitor Mazzer. Mazzer está no time desde o final de 2016. Ele assumiu a presidência no começo deste ano, quando os fundadores do Maringá FC saíram.

Na avaliação do presidente, o clube-empresa é um caminho seguro para o futebol profissional. Evita problemas como corrupção e atrai pessoas que querem investir. Além disso, é uma possibilidade para o clube não fechar no vermelho. Mazzer preferiu não falar o valor, mas disse que o MFC tem tido prejuízos financeiros nos últimos anos. [ouça no áudio acima]

A história do MFC tem muitos altos e baixos. O ponto mais próximo do topo foi o vice-campeonato paranaense, em 2014. Os últimos jogos do torneio, naquele ano, lotaram o estádio Willie Davids.

A diretoria do Maringá vê a região do norte do Paraná como um mercado em potencial para o futebol. Alguns motivos: há 800 mil pessoas nas 30 cidades que fazem parte da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep); o clube já tem centro de treinamento, Maringá tem um estádio considerado bom.

O que falta, mesmo, são duas coisas: dinheiro e o convencimento da população quanto ao trabalho da diretoria, avaliou o presidente. [ouça no áudio acima]

O plano da diretoria é ambicioso e há um entrave, uma espécie de ‘X da questão’: é o dinheiro que traz bons resultados dentro de campo ou são os resultados dentro de campo que trazem o dinheiro? A resposta não é tão simples.

Enquanto isso, o MFC acompanha o que tem acontecido na pandemia de coronavírus e espera o retorno dos campeonatos para disputar a segunda divisão do Paranaense.

 

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