O Natal das luzes, controvérsias e opiniões
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O Assunto é Política

O Natal das luzes, controvérsias e opiniões

Por Diniz Neto em 16/11/2018 - 09:54
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É NATAL!

Começou ontem o evento de Natal em Maringá. Será o maior evento de Natal nos 71 anos da cidade.

Maringá EnCantada é o nome da programação de Natal começou com milhares de pessoas na praça, decoração, show pirotécnico e com o compositor e cantor Renato Teixeira.

Os vídeos e fotos do evento tomara conta da Internet. Foi um grande espetáculo.

Maringá dá um passo importante para o projeto de ser a Cidade Natal do Paraná, seguindo os passos de Gramado, no Rio Grande do Sul.

A ideia é audaciosa, mas pode ser, se concretizada, uma das alavancas da economia local, beneficiando o comércio e serviços.

 

AS CRÍTICAS

Como todas as grandes ideias e projetos, o Natal deste ano enfrenta críticas.

As redes sociais deram voz a mais gente e tem quem defenda que a prioridade está errada e que os investimentos deveriam ser feitos em conservação de vias, roçadas, vagas em creches, e mesmo algumas obras ou melhorias em serviços.

Cada pessoa, em uma cidade como Maringá, vive uma realidade e tem o seu pensamento, as suas ideias e prioridades.

Salomão dizia que há tempo para tudo. Os gestores públicos e de grandes empresas, quando fazem os orçamentos anuais, também levam em conta as diversas áreas a serem contempladas com recursos. Ou seja, é preciso distribuir recursos para alcançar objetivos coletivos e gerais.

Se espera retornar, este ano, cerca de seis vezes o valor investido no Natal em arrecadação de impostos. Quem é contra argumenta que é muito difícil fazer esta conta. Mas eu ficaria apenas com um resultado, para justificar o investimento: o incentivo ao comércio, bares, restaurantes, hotéis, a criação de postos de trabalho, a geração de renda.

Por outro lado, as críticas também não podem passar desapercebidas. Elas precisam ser respeitadas e avaliadas. Em muitos casos, são feitas com razão. A região central está preparada para um grande evento, mas há regiões da cidade, unidades de saúde, escolas, com mato e outros problemas a serem resolvidos.

 

A FLIM EM TEMPOS DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Há alguns anos alguns mitos se criaram na vida brasileira. Um deles é que os artistas eram seres inatingíveis, viviam acima do bem e do mal, sustentados pela opinião pública.

Eram disputados pelos políticos nas campanhas eleitorais. Alguns deles protagonizaram momentos inesquecíveis e pagaram um preço direto pelas suas opiniões ou até mesmo mentiras que mancharam a sua imagem.

Lembro do Wilson Simonal, alvo da denúncia de que era dedo duro da ditatura. O maior cachê da música popular brasileira acabou em nada. Morreu em meio a muitas dificuldades, sem conseguir espaço para trabalhar.

Regina Duarte ficou marcada pela declaração de que tinha medo do Lula e do governo petista.

Praticamente acabou a carreira.

Os governos petistas investiram muito em artistas, sob o pretexto de investimentos em cultura. A Lei Rouanet está sob forte debate.

 

Agora a discussão chega à Feira Internacional Literária de Maringá, agora na sua quinta-edição.

Há uma contestação quanto ao enfoque do evento e quanto ao convite feito para uma escritora e ativista política.

A FLIM 2018 tem como tema “Resistências”, será realizada entre os dias 21 a 25 de novembro, e quer dar visibilidade às mulheres, negros, índios, refugiados e aos LGBTs.

Há uma forte contestação quanto ao tema escolhido e, em especial, à participação da romancista Márcia Tiburi. Ela foi convidada pela curadoria do evento por dois romances que ela escreveu. Em 2012 publicou o romance "Era Meu esse Rosto" pela Editora Record e agora está lançando seu novo livro, “Sob os pés, meu corpo inteiro”.

Quem é Marcia Tiburi? Márcia Angelita Tiburi (Vacaria, 6 de abril de 1970) é uma artista plástica, professora de filosofia, escritora e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ela deixou o PSOL, em 2017, por influência do ex-presidente Lula.

Em uma entrevista, Márcia declarou “Sou a favor do assalto. Eu penso assim, tem uma lógica no assalto. Eu não tenho uma coisa que preciso, fui contaminada pelo capitalismo... sabe que isto justo dentro de um contexto tão injusto”.

Dois vereadores que estão terminando os seus mandatos na Câmara lideram a resistência contra o convite a Márcia Tiburi: Homero Marchese e Do Carmo, os dois eleitos deputados estaduais.

Qual é a opinião do ouvinte? A Prefeitura deveria intervir e cancelar a participação de Márcia Tiburi? Ou deveria aceitar a indicação do curador da Flim, o jornalista, escritor e diretor da Biblioteca Pública do Paraná, Rogério Pereira.

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