Poços artesianos não são os únicos responsáveis pela baixa vazão do lago do Parque do Ingá
Foto: Victor Ramalho/CBN Maringá

Estudo

Poços artesianos não são os únicos responsáveis pela baixa vazão do lago do Parque do Ingá

Meio Ambiente por Victor Ramalho em 07/06/2022 - 17:22

A conclusão é de um estudo realizado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico (Fadec) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), contratado pela Prefeitura de Maringá em 2021. Os resultados da primeira fase da pesquisa foram apresentados nesta terça-feira (7), no auditório Hélio Moreira.

Nos últimos anos, o lago do Parque do Ingá vem sofrendo com a queda no nível das águas. Em 2021, a Prefeitura de Maringá assinou um convênio com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico (Fadec) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que desde então vem realizando um estudo para levantar as possíveis causas e também soluções para o manejo de águas pluviais da unidade de conservação.

O estudo foi dividido em três etapas. A primeira foi concluída em fevereiro deste ano. A segunda teve seu relatório final entregue nessa segunda-feira (6) e a terceira deverá ser finalizada no dia 20 de setembro. Nesta terça-feira (7), no auditório Hélio Moreira, o corpo técnico da Fadec realizou uma apresentação pública dos resultados obtidos na fase 1 do estudo.

A pesquisa analisou dados sobre o Parque e a formação urbana do entorno desde a década de 1980 e elencou alguns fatores que contribuíram para a queda no nível das águas. A perfuração de poços artesianos no entorno da região tiveram contribuição para o problema mas, diferente do que era apontado, não é o principal fator.

Entre as questões apresentadas, estão a impermeabilização do solo na região e o desvio da água da chuva que era lançada no lago com a construção de dois canais, que cortam o Parque do Ingá, como explica a professora do departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e coordenadora da pesquisa, Cristhiane Okawa. [ouça no áudio acima]

O estudo também apresenta sugestões de soluções de médio e longo prazo. Uma delas é a perfuração de poços de infiltração no entorno do parque. [ouça no áudio acima]

Segundo a diretora-presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), Juliane Kherkoff, os resultados obtidos pela UEM estão dentro do que era esperado. Após a finalização do estudo, as soluções poderão virar ações concretas. [ouça no áudio acima]

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