Teste aponta que cera automotiva é cocaína e casal fica preso por 69 dias
Foto: Divulgação/PRF

Campo Mourão

Teste aponta que cera automotiva é cocaína e casal fica preso por 69 dias

Segurança por Lethícia Conegero/GMC Online em 13/01/2021 - 20:59

A abordagem ocorreu no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Campo Mourão. O casal entrará com pedido de reparação na Justiça

Um casal de Francisco Beltrão ficou preso por 69 dias após um teste apontar que a cera automotiva que eles transportavam no carro era cocaína. A abordagem ocorreu no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Campo Mourão no dia 30 de outubro do ano passado. Eles foram soltos no dia 7 deste mês, dia em que a perícia confirmou que a carga era, de fato, cera automotiva.

Os dois se dirigiam a Marília (SP), com 889 frascos de cera automotiva líquida. O produto seria revendido em postos de combustíveis da cidade. No momento da abordagem, o casal não portava nota fiscal física, segundo a advogada de ambos, Viviane Schon.. [ouça o áudio]

A advogada fez pedido de liberdade provisória, habeas corpus e revogação de prisão preventiva, mas todos os recursos foram negados, segundo ela. Agora, o casal entrará com pedido de reparação na Justiça. [ouça o áudio]

O veículo do casal, que foi apreendido na mesma data, continua em posse da Justiça, segundo a advogada.

A PRF se manifestou sobre o caso por meio de nota. Leia na íntegra:

A PRF informa que testes químicos realizados em substâncias suspeitas de conter drogas ilícitas são amplamente utilizados por polícias em todo o mundo, inclusive pela Polícia Rodoviária Federal, para identificar, de forma preliminar, possíveis indícios de conduta criminosa em fiscalizações de campo.

Nos casos em que o teste apresenta resultado positivo para substância ilícita, a PRF apresenta os indivíduos e substâncias suspeitas à autoridade policial (delegado de Polícia Civil ou Polícia Federal), que procede à investigação do fato. A identificação definitiva da substância é realizada pela perícia, no transcorrer da investigação.

Por fim, frisamos que a manutenção de indivíduos suspeitos presos é uma decisão do Judiciário, analisando as informações apresentadas pela polícia judiciária e Ministério Público”.

 

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