Linhas com cerol continuam colocando em risco a segurança de motociclistas em Maringá
Imagem Ilustrativa | Foto: Zaqueu Proença/Prefeitura de Sorocaba

Perigo

Linhas com cerol continuam colocando em risco a segurança de motociclistas em Maringá

Cidade por Luciana Peña em 01/07/2020 - 12:50

Ouvinte diz que tem flagrado muita gente soltando pipa e utilizando a chamada linha chilena, que é proibida. Uma linha com cerol pode provocar cortes profundos e até matar.

Mesmo na pandemia, a brincadeira de soltar pipas tem levado muita gente para áreas livres como terrenos descobertos em fundos de vale e loteamentos nas periferias.

Brincar não é crime. O problema é quando a brincadeira coloca em risco a vida de outras pessoas.

É que muitas dessas pipas, ganham os céus com linhas cortantes, a chamada linha chilena ou com cerol. Crianças e até adultos se divertem cortando a linha do adversário.

O comerciante Benilson Batista Barbosa vê isso com frequência. [ouça no áudio acima]

E a pipa cortada vai embora flutuando até cair numa residência, ficar presa numa árvore, se enroscar no caminho de algum motociclista. Pronto. Está aí o perigo. [ouça no áudio acima]

Na semana passada, um homem foi atropelado por um caminhão em Maringá quando corria para apanhar a pipa do filho. E o Benilson já viu um motociclista morrer ao ser atingido por uma linha cortante. Uma cena impossível de esquecer, por isso, sempre que vê gente manuseando linhas cortantes ele orienta e até chama a polícia. [ouça no áudio acima]

A CBN entrou em contato com a Polícia Militar. O tenente João Marcos Dutra, oficial de comunicação da Polícia Militar, explicou que em caso de flagrante de linha com cerol é preciso sim ligar para o 190, que atende todos os chamados seguindo a prioridade dos casos.

O tenente diz que a situação pode ser enquadrada como crime ou contravenção de acordo com a interpretação do delegado. Ou seja, quem estiver soltando pipa com linha cortante ou vendendo este material proibido vai parar na delegacia. [ouça no áudio acima]

A Guarda Municipal de Maringá coordenava, antes da pandemia, uma força-tarefa para coibir uso de linhas cortantes. A CBN não conseguiu informações sobre como está a atuação da força-tarefa neste momento.