Por causa de nome, Cmei com 330 vagas pode ficar fechado
Imagem ilustrativa/Foto: parademinas.mg.gov.br

Sarandi

Por causa de nome, Cmei com 330 vagas pode ficar fechado

Por Luciana Peña em 12/07/2019 - 12:15

E em Sarandi são 2300 crianças na fila de espera por vaga em creche. A Prefeitura de Sarandi construiu um Centro Municipal de Educação Infantil que custou 600 mil reais e tem 330 vagas.  É o maior Cmei da Cidade, mas segundo o secretário de Educação Antônio Del Nero, para funcionar o Cmei precisa de uma denominação. O prefeito Walter Volpato quis homenagear a mãe, Tereza Escopeli Volpato, uma pioneira com uma história importante em Sarandi, mas três vereadores da oposição votaram contra, derrubando o projeto. Sem denominação, a prefeitura pode perder o prazo para credenciar a escola junto ao Ministério da Educação e iniciar a matrícula dos alunos.

Player Ouça Antônio Del Nero

A prefeitura acredita que os vereadores de oposição votaram contra, por causa do nome escolhido. Então porque não mudar a denominação do Cmei já que se tem pressa em encerrar o processo e iniciar as matrículas? Segundo o secretário de Educação, nessa altura do campeonato qualquer nome proposto pelo Executivo vai ser rejeitado pelos vereadores de oposição.

Player Ouça Antônio Del Nero

A CBN não conseguiu falar com os vereadores que votaram contra, mas analisou a gravação da sessão extraordinária em que o projeto foi votado. O vereador André Jardim, o Mineirinho, um dos que votaram contra, explica que o Conselho Municipal de Educação deu parecer favorável para que o novo Cmei seja considerado uma extensão do Cmei Pedacinho do Céu que já existe. É que na verdade a prefeitura aproveitou um prédio da Secretaria de Educação e fez uma reforma. Sendo uma ampliação e não um novo Cmei, as matrículas já poderiam ser feitas na semana que vem sem necessidade de esperar o trâmite legal que leva 180 dias.

Player Ouça André Jardim, o Mineirinho

Também votaram contra o projeto os vereadores Eliana Trautwein Santiago e Erasmo Cardoso Pereira. A Secretaria de Educação diz que vai procurar os meios jurídicos para que o projeto volte à Câmara, ou em último caso, que o novo Cmei funcione mesmo como extensão do que já existe.

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