Acim se posiciona contra o novo decreto da Prefeitura de Maringá
Foto: Divulgação/Acim

Covid-19

Acim se posiciona contra o novo decreto da Prefeitura de Maringá

Economia por Portal GMC Online em 09/03/2021 - 20:55

Nesta terça-feira (9), a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) emitiu carta aberta se posicionando contra o novo decreto municipal, publicado nessa segunda-feira (8). O decreto estadual nº 7.020/2021 permite a retomada das atividades comerciais a partir dessa quarta-feira (10), mas o documento publicado pelo município, válido até as 23h59 do próximo domingo (14), traz medidas mais restritivas.

O decreto estadual autoriza, por exemplo, o funcionamento do comércio de rua, sendo que nos municípios com mais de 50 mil habitantes o horário permitido é das 10h às 17h, com 50% de ocupação. Já no decreto publicado pela Prefeitura de Maringá – que sobrepõe o estadual -, esses estabelecimentos podem funcionar exclusivamente por delivery. Veja as medidas em vigor em Maringá aqui.

Na carta aberta, a Acim expressa insatisfação com as medidas restritivas prevista no novo decreto municipal. Leia na íntegra:

“A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), que representa quase cinco mil empresas, torna pública a sua insatisfação com o novo decreto da prefeitura do Município de Maringá. Ciente do grave momento que a rede de saúde enfrenta, a entidade sempre defendeu a prevenção e a vida, viabilizando grandes investimentos para proteger a comunidade local e regional contra o avanço da Covid-19. Tanto que nesta semana está doando mais seis respiradores para o sistema público de saúde, além de outros dez que foram adquiridos e entregues no ano passado. No total, a ACIM, em parceria com a iniciativa privada, investiu mais de R$ 3 milhões, que foram convertidos em equipamentos e EPIs para profissionais da saúde, associados e população. No entanto, a associação reitera a importância de  preservar empregos, empresas e renda. O setor produtivo foi muito penalizado diante da suspensão de atividades e restrições de horários de funcionamento. A iniciativa privada já recorreu à crédito, postergou impostos, utilizou banco de horas e férias coletivas, quebra de contratos e prorrogação de dívidas. Não há mais alternativas à mesa. Os empresários estão no limite da saúde financeira, e infelizmente centenas de empresas fecharam as portas. As expectativas não são das melhores. O decreto do governo do Paraná, que está sendo seguido pelas cidades do entorno de Maringá, previa a retomada das atividades nesta quarta-feira, dia 10, mas, com o novo decreto, a prefeitura de Maringá ampliou o período de restrições, causando danos ainda maiores aos negócios e comprometendo outros milhares de empregos. Há que se ponderar que a ACIM, a casa do empreendedor maringaense, não se furta em estabelecer o diálogo para buscar a flexibilização das medidas impostas ao setor produtivo.”

A reportagem do GMC Online entrou em contato com a Prefeitura de Maringá, que informou que não irá se pronunciar sobre a carta da associação comercial.

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