Cidade que chegou a ser chamada de 'Querência da Morte' vive tempos de paz e progresso
Foto: Arquivo/TCE-PR

Extremo noroeste

Cidade que chegou a ser chamada de 'Querência da Morte' vive tempos de paz e progresso

Segurança por Luciana Peña em 19/10/2021 - 11:32

O município de Querência do Norte, no extremo da região noroeste do Paraná, tem 12 mil habitantes e já chegou a registrar 20 homicídios por ano. Por ser região de fronteira, a cidade sofria com o tráfico de drogas. Depois do início do programa V.I.G.I.A, do Ministério da Justiça, Querência mudou.  O número de homicídios caiu 90% e a cidade reabre hotéis e recebe turistas. Jovens que eram cooptados pelo crime e pescadores do Rio Paraná também estão mais seguros. 

A cidade de Querência do Norte fica no extremo noroeste do Paraná, na divisa com Mato Grosso do Sul.

Uma região de fronteira que entrou para a rota do tráfico internacional de drogas.

Durante anos os traficantes se movimentaram livremente pela região, por terra e pelo Rio Paraná.

Jovens eram cooptados pelo crime e o comércio se queixava de falta de mão de obra.

Os pescadores tinham medo de sair de casa à noite. E a cidade chegou a marca de 20 homicídios por ano, apesar da pequena população de 12 mil habitantes.

Não por acaso recebeu o apelido de Querência da Morte.

Há dois anos, o Ministério da Justiça implantou o programa V.I.G.I.A., que une forças policiais e mantém vigilância permanente nas fronteiras.

E a realidade mudou. O secretário de Segurança de Querência do Norte, Claudiney Nery, diz que hotéis estão reabrindo e os turistas voltando. [ouça o áudio acima]

A situação melhorou também para os jovens e para os pescadores, diz o secretário. [ouça o áudio acima]

A cidade está perdendo o apelido de Querência da Morte e ganhando relevância no mapa do Paraná. [ouça o áudio acima]

Este ano Querência registrou dois homicídios, mas sem relação com o tráfico de drogas.

 

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