Covid-19: Maringá registra primeiro caso da variante delta
Imagem ilustrativa/foto José Fernando Ogura/AEN

Pandemia

Covid-19: Maringá registra primeiro caso da variante delta

Saúde por Lethícia Conegero/GMC Online em 08/10/2021 - 18:41

Maringá registrou o primeiro caso da variante delta da Covid-19. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde nesta sexta-feira (8). Não foram divulgados detalhes sobre o paciente.

Em nota, o município disse que “a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) devolveu para a Secretaria de Saúde de Maringá a análise feita a partir de exames de portadores de Covid-19. A investigação é por amostragem e detectou a presença da variante delta, e suas sublinhagens, em apenas uma pessoa”.

De acordo com informações do secretário de Saúde de Maringá, Marcelo Puzzi, será realizada uma investigação epidemiológica relacionada ao caso. “A Vigilância está realizando uma varredura, de acordo com a geolocalização do indivíduo, averiguando pessoas com quem ele manteve contato em sua residência, local de trabalho e outros que costuma frequentar”. Ainda de acordo com Puzzi, a variante delta tem maior poder de transmissibilidade em relação à cepa original do coronavírus.

Paraná

O Paraná confirmou nesta sexta-feira (8), mais 35 casos da variante delta e suas sublinhagens, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Além de Maringá, foram registrados casos nos municípios de Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Cascavel, Santa Tereza do Oeste, Três Barras do Paraná, Marilândia do Sul, Andirá, Nova Santa Rosa e Toledo.

Agora, o Paraná soma 214 casos e 44 óbitos pela variante delta. Os dados foram repassados no relatório de circulação de linhagens Sars-CoV-2 (vírus responsável pela Covid-19), por sequenciamento genômico, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Até o momento, 1.085 amostras foram sequenciadas, 603 aguardam resultado e, dentre os sequenciamentos, 594 indicaram a variante P.1.

As amostram são escolhidas aleatoriamente pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) e enviadas para a Fiocruz. Após o relatório pronto, a Sesa entra em contato com as Regionais de Saúde, que por sua vez comunicam os municípios de residência (ou de notificação) dos casos confirmados para iniciarem a investigação epidemiológica. Este processo inclui dados desde o início dos sintomas, a realização do exame, se houve internação e se o caso é considerado como cura ou óbito.

Sublinhagens

Sublinhagens de variantes são fenômenos que fazem parte da evolução viral natural e estão associados à taxa de replicação da doença. Quanto mais o vírus se multiplica, mais rápido ocorrem os processos de evolução. O vírus Sars-CoV-2 sofre mutações esperadas dentro do processo evolutivo de qualquer vírus RNA. Quando isso acontece, caracteriza-se como uma nova variante do vírus.

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