Gilson Aguiar: 'servidor público é decisivo'
Imagem ilustrativa/Pixabay/domínio público

Opinião

Gilson Aguiar: 'servidor público é decisivo'

Por Gilson Aguiar em 27/11/2018 - 08:26
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Dentro da máquina pública há a necessidade de se ter lucidez e racionalidade. A compreensão da verdadeira função do Estado na sociedade, o porquê foi criado. Um dos elementos para que isso ocorra é a norma, a constituição, o estatuto. Aquilo que deve ser obedecido como uma descrição funcional e fundada na eficiência e obediência a hierarquia do poder estabelecido dentro do Estado.

O “servidor púbico” ou “funcionário público”, termos que para alguns são distintos, para outros não. A Constituição de 1988 opta por “servidor público”. O contrato por concurso, que tem carreira estabelecida dentro da máquina pública, na administração direta ou indireta. Ele está ligado ao Estado por obediência e subordinado ao representante público, ou cargo comissionado por tempo determinado.

Mas o que quero argumentar aqui é a importância do servido público na manutenção das funções do Estado. Também, na sua capacidade de orientar o representante público ou aquele chefe temporário, dos limites de sua função. Em determinados momentos é ele quem salva a racionalidade, normalidade e lógica do poder dos excessos do representante alucinado.

Contudo, quando o servidor público vê em sua função a mesquinhez momentânea. A busca de satisfazer seus interesses pessoais e ganhar privilégio dentro da máquina, de forma ilícita, os prejuízos para os cofres públicos são bem maiores. Tudo por que o servidor público é permanente. Ele fica. Se mal-intencionado, o vício do malfeito também.

Muitos representantes públicos abusam e estão associados ao servidor público. Uma sociedade perigosa. Temos uma imagem simples de que toda a corrupção vem do eleito. Mas ela é mais profunda quando está na intenção do concursado.

Temos que respeitar e privilegiar o servidor público. Porém, é fundamental saber dos problemas que um funcionalismo desqualificado ou mal-intencionado pode gerar. Fiscalize o representante público, mas também o servidor. Denuncie abusos e elogie o trabalho bem feito. Se o representante é eleito e pode ser tirado em uma eleição, não recebendo o voto, o servidor é concursado, mas nem por isso eterno.

 

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