Oposição deu início à mobilização, mas outro grupo obteve assinaturas para criar CPI
Imagem ilustrativa/Foto: Câmara de Maringá/Facebook

Investigação na Saúde

Oposição deu início à mobilização, mas outro grupo obteve assinaturas para criar CPI

Política por Victor Simião em 25/05/2020 - 16:42

Crítico à gestão Ulisses Maia, vereador William Gentil protocolou o pedido de abertura de uma comissão. Ele reuniu poucas assinaturas. Nesta segunda-feira (25), Sidnei Telles protocolou um pedido e já reuniu assinaturas suficientes. Objetivo é investigar as compras na saúde nos últimos meses.

Embora a mobilização para a criação de uma CPI para investigar a fala do secretário de Saúde de Maringá tenha sido iniciada por vereadores da oposição, foi outro grupo, com parlamentares mais próximos ao prefeito Ulisses Maia,  quem obteve mais assinaturas e irá protocolar o pedido para a instauração da comissão. A CBN ouviu vereadores nesta segunda-feira (25) sobre o assunto. A Comissão Parlamentar de Inquérito deve ser instaurada na sessão de terça-feira (26). 

Na quinta-feira (21), o secretário de Saúde de Maringá, Jair BIatto, disse na Câmara de Vereadores que a prefeitura paga até três vezes mais na compra de produtos. Na sexta (22),, ele explicou que havia motivos para isso, como a demanda por produtos em épocas de pandemia e o aumento de preço por parte dos vendedores quando ofertam ao poder público municipal.

Na quinta mesmo, o vereador de oposição William Gentil (PSB) protocolou pedido de investigação no Ministério Público e começou a correr atrás de assinaturas para abrir uma CPI para apurar as compras feitas pela gestão Ulisses Maia. Até sábado, tinha conseguido quatro. Para conseguir aprovar a criação de uma CPI são necessárias cinco assinaturas. Segundo Gentil, já tinha assinado ele e os vereadores que fazem oposição ou são mais críticos à Prefeitura de Maringá: Jean Marques (Podemos), Dr Jamal (PSL) e Chico Caiana (PTB). 

A mobilização de Gentil perdeu força nesta segunda-feira. O vereador Sidnei Telles, do PSD, aliado do Prefeito de Maringá, protocolou e começou a pegar assinaturas. A CBN apurou que ele reuniu ao menos 10 assinaturas - a dos outros parlamentares que não faziam parte da proposta de Gentil.

A oposição começou a espalhar a informação de que foi uma decisão acertada com a Prefeitura de Maringá. Parlamentares ligados ao município negaram que tenha havido algum acordo. 

O vereador Sidnei Telles (Avante) não é opositor ferrenho e nem apoiador de Maia de primeira hora - depende da pauta. Ele explicou que decidiu protocolar a CPI porque, na visão dele, a proposta de Gentil era muito ampla e poderia não dar resultados. A ideia dele é a de colocar cinco vereadores para fazer os trabalhos analisando as compras da Secretaria de Saúde dos últimos 12 meses.[ouça no áudio acima]

William Gentil disse que queria investigar todas as compras porque foi o que deu a entender a fala de Jair Biatto. Mas como  houve a mobilização da base do prefeito, não teve outra escolha senão aceitar, disse o vereador.[ouça no áudio acima]

Uma CPI tem 90 dias para trabalhar, com a possibilidade de prorrogação. Em resumo: o resultado pode apontar problemas ou não - e aí o relatório pode ser encaminhado a autoridades, como o Ministério Público.


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