Conceição Aparecida é moradora de Iporã, cidade vizinha a Umuarama.
Em junho de 2025, ela procurou uma unidade de saúde com sintomas de dengue e formigamento nos pés e nas mãos.
Depois de atendida voltou para casa, mas na madrugada do dia seguinte foi encontrada por um dos filhos inconsciente.
Foi entubada às pressas e transferida pelo Samu para a UTI do Hospital Cemil, onde foi estabilizada.
Ela apresentava tetraplegia, alterações oculares e rebaixamento do nível de consciência.
Segundo os médicos, a suspeita era de morte encefálica.
Uma equipe multidisciplinar atuou para fechar o diagnóstico: Conceição estava há 15 dias com febre chikungunya, e a febre desencadeou a Encefalite de Bickerstaff, uma doença autoimune rara e potencialmente fatal.
Durante 11 dias ela permaneceu em coma.
Os médicos só acreditaram que o quadro poderia ser revertido quando Conceição fez um leve movimento com a cabeça.
O filho havia pedido que ela mexesse a cabeça caso estivesse ouvindo.
A médica neurologista Karina Farah Sakumoto explica como foi o tratamento que durou sete meses. [ouça o áudio]
Conceição segue o tratamento, com medicamentos e fisioterapia, em casa.