Pedreiro de Paiçandu que achou R$ 5,4 mil e devolveu estava sem trabalhar e com muitas dívidas: ‘água, luz e prestações atrasadas’
Fotos: Arquivo pessoal

Exemplo

Pedreiro de Paiçandu que achou R$ 5,4 mil e devolveu estava sem trabalhar e com muitas dívidas: ‘água, luz e prestações atrasadas’

Paraná por Ricardo Freitas/GMC Online em 05/07/2022 - 14:28

O pedreiro Mário Moraes de Paiçandu, na região de Maringá, que encontrou R$ 5,4 mil e devolveu para a dona, revelou mais um detalhe da história que faz da atitude dele ainda mais singular e exemplar. Ele contou ao GMC Online que está passando por um momento bastante complicado. Mário foi mordido por um cachorro no fim do ano passado e ficou 6 meses sem trabalhar, sem receber nenhum salário ou auxílio durante esse período. As contas da casa se acumularam e ele precisou vender o carro.

“No dia 19 de novembro do passado eu foi mordido por um cachorro e fiquei com a mão esquerda paralisada, como eu sou pedreiro, não tinha como eu fazer nada, e aí eu fiquei em casa parado, sem receber diária. Juntou um monte de contas: luz, prestação da casa, água, se somar tudo dá uns R$ 4,5 mil. Se eu tivesse ficado com o dinheiro eu acertava tudo e pronto, mas não pensei em fazer isso, eu não teria paz, não conseguiria dormir, eu sou um homem honesto, meu pai me ensinou a ser assim”, afirmou.

O nobre gesto dele ganhou destaque no dia 2 de junho. Ele encontrou uma bolsa com diversos documentos, cartões, além de mais de R$ 5 mil em dinheiro e devolveu tudo para a dona. 

O pedreiro Mário Moraes trabalhava em uma construção em Paiçandu quando encontrou a bolsa caída em frente à obra. O homem pegou a mala e, ao abrir junto com colegas de trabalho, encontrou diversos pertences de um casal e a quantia de R$ 5.400. 

De acordo com Mário, desde o primeiro momento, todos que estavam ali tinham certeza de que devolver o dinheiro era a solução mais correta. Segundo ele, ninguém pensou em ficar com a quantia. “Eu devolvi o dinheiro porque não é meu, né?! Eu achei, mas o dinheiro com certeza iria fazer muita falta para outra pessoa. Então, como ser humano, o meu dever é devolver. O que não é seu, não é seu, não adianta. Então eu devolvi porque não era meu”, afirmou. 

Logo após encontrar a bolsa, o pedreiro pensou em divulgar informações nas redes sociais para tentar localizar o proprietário, mas não foi preciso. Aproximadamente 20 minutos depois, a dona do dinheiro chegou ao local procurando por uma bolsa perdida. Tudo, então, foi devolvido para ela. 

Segundo o pedreiro, a mulher agradeceu o gesto e disse ter ficado aliviada por ter o dinheiro de volta, já que ela tinha acabado de sacar. A quantia, de acordo com ela, vinha do INSS que o marido aguardava receber. 

Mário, quando questionado se teria feito esse mesmo gesto outras vezes, foi categórico: “Sem pensar duas vezes. Porque, como eu disse, se for meu, do meu suor, eu quero. Agora o que é dos outros, mesmo sendo achado, se tem endereço, uma pessoa, o dinheiro ou qualquer que seja o objeto tem dono”, disse. 

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