Polícia de Maringá indicia 8 pessoas por envolvimento no golpe do consórcio
Foto: Fábio Guillen/GMC Online

Investigação

Polícia de Maringá indicia 8 pessoas por envolvimento no golpe do consórcio

Cidade por Fabio Guillen/GMC Online em 23/06/2020 - 15:33

Até o momento 72 vítimas foram ouvidas pelo delegado de Estelionato. O grupo movimentou mais de R$ 1 milhão em cartas de consórcio que não foram entregues. O Inquérito foi enviado ao Ministério Público.

A Polícia Civil de Maringá indiciou 8 pessoas por envolvimento no golpe do consórcio, que movimentou mais de R$ 1 milhão em supostas cartas de consórcio contempladas vendidas e não entregues às vítimas. Além dos 8 já indiciados, a Polícia Civil investiga mais duas pessoas que estariam envolvidas no esquema. 

O inquérito, conduzido pelo delegado de Estelionato de Maringá,  Fernando Garbelini, foi enviado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), conforme informações do delegado nesta terça-feira, 23. 

A Polícia Civil já ouviu 72 vítimas do golpe. Ainda segundo o delegado, as 10 pessoas indiciadas sabiam do esquema criminoso que teria lesionado dezenas de famílias na cidade. [ouça no áudio acima]

De acordo com a investigação, os acusados vendiam direitos a cartas de consórcio contempladas, mas para ter acesso ao bem e à cota o cliente tinha que dar entrada, dependendo do valor do bem, seja um carro ou casa. 

Alguns clientes chegaram a dar R$ 150 mil de entrada em cartas contempladas que eram vendidas no mesmo valor de mercado. Toda a equipe trabalhava uniformizada e era bem organizada, segundo a investigação. Justamente por conta disso muitas pessoas acreditaram que estavam fazendo um bom negócio. 

No início deste mês, dezenas de famílias começaram a procurar a Polícia Civil para registrar queixas contra o grupo. Um dos sócios da empresa foi preso no dia 9 deste mês. Ele se negou a passar informações para o delegado e disse que só responderia em juízo.

Vítimas fazem protesto em frente a delegacia 

Várias vítimas do golpe fizeram um protesto na última semana pedindo a prisão dos envolvidos no esquema. Eles foram para a frente da Delegacia de Maringá para demonstrar a indignação com os acusados e pedir ajuda da polícia, que segue investigando o caso. 

O que dizem os acusados

A empresa acusada de praticar os supostos golpes ainda não se posicionou. A empresa continua atendendo e fazendo negociações em Maringá. Na tarde desta terça-feira, 23, nossa equipe entrou em contato outra vez com a empresa e a informação é de que o responsável ou o advogado irá retornar as ligações. 

A atendente disse ainda que estão negociando consórcios normalmente.