Projetos não são promessas
Imagem ilustrativa/Pixabay/domínio público

Opinião

Projetos não são promessas

Por Gilson Aguiar em 19/11/2019 - 09:00

Um gestão pública não pode viver de promessas e sim de projetos. Este é o grande dilema quando pensamos no papel que o poder público tem em nossas vidas. Diariamente precisamos dos serviços públicos. Acreditamos que a manutenção do que necessitamos em relação a segurança, educação, transporte, saúde e saneamento, por exemplo, devem ser mantidos. Mas há algo a mais. O que sem investe em obras e serviços de grandes proporções para a superação de problemas crônicos. 

Estamos sempre ligados no imediato. A satisfação daquilo que nos interessa no dia a dia parece ser o bastante para avaliar uma gestão pública. Não é e não pode ser este o critério. A mais importante ação de um gestor público é a dedicação por aquilo que é permanente ou visa a superação de problemas que são considerados crônicos. Não a remediação diária em vários casos.

Ampliar os espaços para a circulação de veículos não resolve de forma definitiva a mobilidade urbana. Vamos estimular o uso do automóvel e da motocicleta como principais modais. Temos que investir em canaletas de deslocamento do transporte público. Isto sim é fundamental. Porém, é uma obra que pode contrariar o cotidiano das pessoas que usam o veículo particular. No futuro se percebe a importância de um ato que no imediato incomoda. 

A boa gestão pública abraça as ações que geram resultados definitivos, independente do tempo que demorem para serem concluídas. Uma gestão responsável dá continuidade a obras iniciadas por antecessores e que são vitais à população. É fundamental que isso ocorra. Caso haja ruptura na continuidade de obras de grande proporção e fundamentais o prejuízo é maior do que se ela nunca tivesse saído do papel. Retomar obras paradas por muito tempo tem um custo elevado. 

Para manipular o eleitor as obras de interesse imediato e de curto prazo chamam mais a atenção. Elas geram a sensação de realização e sentimento de proporcionalidade. Acabam se transformando em capital político que seduz o eleitor e resulta na manutenção do representante público no poder. Precisamos apostar em pessoas com interesses mais profundos e ações duradouras. Não podemos ser aval da manutenção de problemas em nome da satisfação sem sentido do dia a dia. 

 

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