Sarandi desiste de doar terreno para construção de uma nova delegacia

Arrependimento

Sarandi desiste de doar terreno para construção de uma nova delegacia

Em 16/10/2019 - 07:50

Prefeitura diz que a finalidade da doação mudou, após Depen informar que a unidade abrigaria mais de 500 presos. Pela proposta do município, a cadeia pública seria para até 300 detentos.

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A novela sobre a delegacia de Sarandi, localizada na área central da cidade, continua. A história começou em abril deste ano. Incomodada com a superlotação da cadeia pública, a prefeitura propôs doar um terreno ao Governo do Estado para construção de uma nova delegacia, com espaço para abrigar até 300 presos. Na época, a resposta foi positiva. Um terreno de 13.700 m² chegou a ser escolhido, mas em julho o Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) agradeceu a iniciativa do município e disse que não teria recursos para custear a obra. Meses depois, a posição estadual mudou, segundo o secretário de Trânsito e Segurança David Souza. Ele diz que o Depen sinalizou o interesse em construir uma grande unidade prisional em Sarandi, fugindo da proposta inicial. Foi aí que o Executivo desistiu da doação do terreno para a construir a nova delegacia.

O Depen informou que lamenta a decisão do município. De acordo com o gerente regional do órgão, Luciano Brito, o Estado busca alternativas para ampliar e melhorar o sistema prisional, sendo esta uma delas. 

 

Ele também explica que a delegacia de Sarandi abriga atualmente 254 presos em um espaço projetado para 48. E que outros 259 detentos do município estão no sistema prisional de Maringá, somando então, são mais de 500 apenados. Ou seja, a capacidade proposta para a nova unidade que seria construída na cidade é a que o município precisa.

Apesar da soma de presos de Sarandi, a prefeitura entende que o problema tem que ser resolvido pelo Estado e não pelo município. Ainda em relação a atual cadeia pública, 159 presos estão condenados e não deveriam estar no local. Em média, uma construção como a que poderia ser feita em Sarandi pelo Depen, demanda investimentos na ordem de até R$ 20 milhões.

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