Ser Humano: entre a natureza destrutiva e a preservação da vida
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Opinião

Ser Humano: entre a natureza destrutiva e a preservação da vida

O comentário de Gilson Aguiar por Gilson Aguiar em 29/08/2025 - 08:30

A natureza humana e a vigilância

A ideia de que o ser humano precisa ser constantemente vigiado para não se perder em más ações não é nova. Thomas Hobbes já afirmava que o homem é o próprio mal de si mesmo. Para ele, as tragédias da humanidade não nascem de fora, mas das próprias ações humanas. O maior terror da vida, portanto, não é algo externo, mas aquilo que o próprio ser humano é capaz de arquitetar contra si mesmo.

O engenho da destruição

Hans Magnus Enzensberger também destacou essa tendência ao afirmar que o ser humano constrói a morte do próprio semelhante com uma engenhosidade incomum. De forma semelhante, Para Edgar Morin, em Terra Pátria, fala sobre a era “democliana”, em que a humanidade dedica seu tempo e seus recursos à produção de armas de destruição em massa. Violência, ganância e extermínio não são acidentes da história: fazem parte dela.

A face construtiva da humanidade

Mas essa mesma humanidade é marcada por indivíduos que, em vez de se voltarem para a destruição, buscam construir algo que vá além de si mesmos. São pessoas que não apenas tentam reparar seus próprios erros, mas também se dedicam a criar condições para que outros possam reparar os seus. Esse é o lado que preserva e valoriza a vida, contrapondo-se à lógica da violência.

Entre armas e remédios: a escolha da cultura da vida

Se parte da humanidade gastou energia na prancheta produzindo armas, outra parte gastou o mesmo esforço para criar remédios. Esse contraste mostra que a grande questão não está apenas na inteligência ou no potencial criativo humano, mas no direcionamento dado a eles. Precisamos de uma cultura da vida, e não da cultura do ódio.
O ser humano, no cotidiano, é moldado por interesses. Se o interesse for preservar a vida, respeitar o outro e valorizar a existência coletiva, o mundo se torna melhor.

O problema não está no meio, mas no uso

Muitas vezes, culpamos os meios em vez de assumir a responsabilidade pelas escolhas humanas. O celular, por exemplo, não é um mal em si. O que existe é o mau uso do aparelho por pessoas que agem de forma equivocada. Da mesma forma, bares não promovem a embriaguez. Quem busca se embriagar leva para o bar sua própria inclinação. O meio não justifica o ato — é o ser humano quem deve responder por suas escolhas.

Responsabilidade individual

No fim, o que merece condenação não é o meio, mas aquele que o utiliza de forma nociva. A responsabilidade é sempre do ser humano diante de suas ações, escolhas e consequências.

 

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