Servidores lotam Câmara em sessão noturna e vaiam vereadores
Foto: CMM

Regime único

Servidores lotam Câmara em sessão noturna e vaiam vereadores

Política por Luciana Peña em 11/12/2019 - 08:46

Os manifestantes esperavam que projeto de migração de celetistas para estatutários entrasse em discussão. Mas projeto não entrou porque os vereadores ainda aguardam documentos que justifiquem a mudança no regime de contratação dos servidores. Por causa da confusão, presidente da Câmara chegou a dizer que agora vai votar contra o projeto. O Ministério Público está questionando o projeto que cria o regime único dos servidores.

O projeto que transforma 931 servidores da Prefeitura de Maringá, contratados pelo regime CLT,  em estatutários, ou seja, com estabilidade no cargo e que na aposentadoria vão receber benefício pago município e não pelo INSS, é polêmico. Quando o prefeito entregou a mensagem de lei à Câmara ficou decidido que o projeto seria votado numa sessão noturna. E nessa terça-feira a sessão da Câmara foi à noite. Os servidores compareceram em peso na sessão dessa terça-feira. E vaiaram os vereadores ao saber que o projeto nem estava em pauta. O presidente da Câmara, Mário Hossokawa,  se irritou e chegou a dizer que agora vai ser contra o projeto.

Quase todos os vereadores usaram o microfone para falar com os servidores e explicar que faltam documentos para embasar a criação de um regime jurídico único. Ainda mais agora que o MInistério Público cobrou explicações.

O Ministério Público pergunta aos vereadores se a prefeitura informou com clareza quais as razões de interesse público que motivaram o projeto de lei, se apresentou um estudo de impacto financeiro e no índice de  gasto com pessoal e por fim o MP pergunta se a prefeitura apresentou aos vereadores um estudo de custeio das despesas que serão criadas para a Maringá Previdência .